A Primeira Parte: A Obra Da Criação.
( De 01 a 11).
01. A Criação

Tal como nos é relatado no Livro do Gênesis, Deus criou o homem a sua imagem e semelhança (ver Gn 1,27) para que fosse feliz na terra, louvando a Deus e dominando a natureza, da qual foi feito Senhor (ver Gn 1, 29-30).
Deus criou o homem por amor, e tudo o criado era expressão deste amor de Deus pelo homem. Por isso, até antes do pecado, o homem vivia em plena harmonia, reconciliado com Deus, consigo mesmo, com os seres humanos e com toda a criação. O homem vivia, portanto, em estado de felicidade.
- Por que Deus criou o homem?
Por amor, por puro amor.
- Como Deus criou o homem?
O criou à sua imagem e semelhança.
- Para que Deus criou o homem?
O criou para que o louvasse, fosse feliz, vivesse em harmonia com seus congêneres e dominasse a criação.
- Deus criou todas as coisas boas?
Sim, Deus criou todas as coisas boas em si, porque d'Ele não pode sair nada de mau.
Fonte: https://www.acidigital.com/catecismo/criacao.htm

02. O Pecado Original
A causa do mal no mundo é o pecado. O Diabo e os demônios foram criados por Deus, mas eles mesmo se tornaram maus porque cometeram o grande pecado de rejeitar a deus. Imediatamente foram lançados ao inferno, condenados para sempre.
Por seu pecado têm ódio a Deus e inveja aos homens. Por isso tentaram a Adão e a Eva, nossos primeiros pais, dizendo-lhe que se desobedecessem a Deus, seriam como deuses e conheceriam o bem e o mal.
Adão e Eva, deixaram-se enganar pelo demônio e desobedeceram a Deus. Este foi o primeiro pecado na terra: o pecado original, e por isso todos os descendentes de Adão e Eva, exceto a Santíssima Virgem Maria, viemos ao mundo com o pecado original na alma, e com as consequências daquele primeiro pecado, que nos é transmitido pela geração.
- Por que existe o mal e a morte?
O mal e a morte existem pela inveja do Diabo, que é mal e mentiroso e pelo pecado de nossos primeiros pais.
- Quem são o Diabo e os outros demônios?
O Diabo e os outros demônios são seres espirituais, com inteligência e vontade, criados por Deus como anjos bons, mas que rejeitaram a Deus e se tornaram maus para sempre.
- Quem foram nossos primeiros pais?
Nossos primeiros pais foram Adão e Eva, e deles descendemos todos os homens.
- Em que condições Deus criou a Adão e Eva?
Deus criou a Adão e Eva muito bons e felizes, com a graça santificante e muitas qualidades e com os dons da imortalidade, a impassibilidade e a integridade.
- Nossos primeiros pais conservaram os dons com que foram criados?
Nossos primeiros pais não conservaram os dons com os quais foram criados, porque se deixaram enganar pelo demônio e desobedeceram a Deus, cometendo assim o primeiro pecado.
- Quem foram os prejudicados com o pecado de nossos primeiros pais?
O pecado de nossos primeiros pais prejudicou a eles e também a todos os seus descendentes, que somos todos os homens e mulheres do mundo.
- O que é o pecado original?
O pecado original com o qual todos nascemos é a privação da santidade e justiça originais. O pecado introduz no mundo uma quádrupla ruptura: a ruptura do homem com Deus, consigo mesmo, com os demais seres humanos e com toda a criação.
- Que consequências tem o pecado original para nós?
Produto destas rupturas, as consequências que tem o pecado original para nós são: a debilitação da natureza humana, que ficou submetida à ignorância, ao sofrimento, à morte e à inclinação ao pecado.
03. O plano de reconciliação: O Senhor Jesus
Depois do pecado de Adão e Eva, eles e todos seus descendentes ficaram em poder do demônio. Nós também. Deus teve compaixão dos homens e prometeu um Redentor que nos reconciliaria, sanando as rupturas. Este Reconciliador nasceria de uma Mulher que esmagaria com seu pé a cabeça da serpente infernal que tinha enganado a Adão e Eva.
Por isso, todo o povo de Israel esperava ao Salvador. Os Patriarcas e Profetas do Antigo Testamento iam recordando ao povo eleito a promessa de Deus.
Cumpriu-se a promessa feita por Deus de Adão e Eva quando a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se fez homem nas puríssimas entranhas da Virgem Maria por obra do Espírito Santo; e quando este Deus e Homem verdadeiro - Jesus Cristo - morreu na Santa Cruz para pagar por todos os pecados do mundo, reconciliando-nos assim com Deus, com nós mesmos, com os irmãos humanos e com toda a criação.
- Deus teve compaixão dos homens depois do pecado de Adão e Eva?
Sim, Deus teve compaixão dos homens depois do pecado de Adão e Eva, e para nos salvar prometeu um Redentor.
- Quem é o Redentor e Reconciliador dos homens?
O Redentor e Reconciliador dos homens é Jesus Cristo.
- Quem é o Senhor Jesus?
O Senhor Jesus é o Filho de Deus feito homem, que nasceu da Virgem Maria, morreu na Cruz para salvar a todos os homens e ressuscitou ao terceiro dia.
- Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem?
Sim, Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem na unidade de uma só Pessoa que é divina.
- Desde quando Jesus Cristo existe?
O Senhor Jesus, como Deus, existe desde sempre porque é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade; e como homem, existe desde a Encarnação.
- O que é a Encarnação?
A Encarnação é o mistério da união da natureza divina e da natureza humana na única Pessoa de Deus Filho.
- Como se realizou a Encarnação do Filho de Deus?
A Encarnação do Filho de Deus se realizou quando o Espírito Santo, das puríssimas entranhas da Virgem Maria, formou um corpo perfeito, sem pecado, e uma alma nobilíssima que uniu àquele corpo; no mesmo instante, a este corpo e alma se uniu o Filho de Deus e desta maneira o que antes era só Deus, sem deixar de sê-lo, fez-se homem, igual a todos os homens em tudo, menos no pecado.
- Poderia-se dizer que em Cristo há duas pessoas?
Nunca, em Jesus Cristo há uma só pessoa que é divina, com duas naturezas: a divina e a humana.
Para realizar a reconciliação dos homens, Deus preparou a uma mulher, cobrindo-a de graças especiais para que fosse a Mãe de Deus. A livrou do pecado original e de todo pecado, desde o primeiro momento de sua existência e sempre foi santíssima. Essa mulher, Maria, seria a Mãe de Deus e por isso, autêntica Mãe nossa.
Um dia Deus enviou o Arcanjo Gabriel à cidade de Nazaré, à Virgem Maria, que era desposada por São José. A saudou chamando-a "cheia de graça", e lhe expôs o Plano de Deus: Ela seria a Mãe do Salvador por obra do Espírito Santo, porque para Deus nada é impossível.
A Virgem Maria aceitou imediatamente o plano de Deus dizendo: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra" (Lc 1,38). Naquele mesmo momento, fez-se Homem a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, sem deixar de ser Deus.
- Quem é a Santíssima Virgem Maria?
A Santíssima Virgem Maria é a Nova Eva, a Mulher perfeita, cheia de graça e de virtudes, concebida sem pecado original, que é Mãe de Deus e mãe nossa, e que está no céu em corpo e alma; que nos acompanha permanentemente em nossos esforços por ser cristãos com grande solicitude e amor maternal.
- Por que dizemos que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus?
Dizemos que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus porque é a mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é o próprio Deus.
- Por que dizemos que a Virgem Maria é nossa mãe?
Dizemos que a Virgem Maria é nossa mãe porque, por sua obediência, converteu-se em nova Eva, mãe dos viventes; além disso, porque é Mãe de Jesus Cristo, com quem estamos unidos pela graça, formando um só Corpo Místico.
- Quais são os singulares privilégios que Deus concedeu à Virgem Maria?
Os singulares privilégios que Deus concedeu à Virgem Maria são: sua Concepção Imaculada, sua perpétua Virgindade, sua Maternidade divina e sua Assunção em corpo e alma aos céus.
- Que lugar a Santíssima Virgem Maria ocupa no Plano de Reconciliação?
A Santíssima Virgem Maria ocupa na redenção o lugar de Cooperadora da Redenção, porque colaborou com sua livre fé e obediência à reconciliação dos homens. Por desejo explícito do Senhor Jesus, que nos apontou-a como Mãe (ver Jo 19,27), Maria é verdadeiramente Mãe de todos os Cristãos, que realizam sua peregrinação terrena sob os ternos cuidados maternais e a companhia de Maria.
05. O Senhor Jesus Retorna (Juízo Final)
Com a Segunda vida de Jesus Cristo se instalará definitivamente o Reino de Deus e será vencido para sempre o poder do mal e do demônio. Não sabemos o tempo da Segunda vinda de Jesus Cristo, Deus não quis revelar. Quer que estejamos sempre bem preparados para esse encontro com Ele.
Com o retorno do Senhor Jesus estão relacionados: o fim do mundo presente, a ressurreição dos corpos e o juízo universal. Jesus Cristo será o justo Juiz que dará o julgamento a cada um segundo a suas obras.
- O Senhor Jesus voltará a aparecer visivelmente na terra?
Sim, o Senhor Jesus voltará a aparecer visivelmente na terra no fim do mundo, quando vier para julgar aos vivos e aos mortos.
- Sabemos quando será o fim do mundo?
Não sabemos quando será o fim do mundo; em consequência, devemos sempre estar preparados.
- O que entendemos ao dizer que virá para julgar aos vivos e aos mortos?
Ao dizer que virá para julgar aos vivos e aos mortos entendemos que o Senhor Jesus ao fim do mundo julgará a todos os homens e dará a cada um o prêmio ou castigo que tiver merecido.
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho.
Jesus Cristo prometeu aos apóstolos que lhes enviaria o Espírito Santo, o qual lhes recordaria e lhes ajudaria a entender tudo o que Ele lhes tinha dito.
No dia de Pentecostes estavam todos os Apóstolos reunidos em um mesmo lugar e de repente produziu-se um ruído no céu, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde residiam. Apareceram línguas de fogo que posaram sobre cada um deles.
A ação do Espírito Santo nos Apóstolos tornou-os fortes, audazes e santos para anunciar o Evangelho com fidelidade a todo o mundo.
A Igreja ficou constituída em templo do Espírito Santo; Ele a santifica e faz com que os batizados se unam à Santíssima Trindade.
- Quem é o Espírito Santo?
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, que o enviaram ao mundo para vivificar e santificar os homens.
- Quando Jesus enviou o Espírito à sua Igreja?
Jesus enviou o Espírito Santo a sua Igreja no dia de Pentecostes em forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos e Maria Santíssima.
- O que indicavam as línguas de fogo?
As línguas de fogo indicavam que o Espírito Santo vinha para nos santificar por meio da luz da verdade e do calor do amor.
- Como o Espírito Santo nos santifica?
O Espírito Santo nos santifica por meio da graça, das virtudes e de seus dons.
- O que são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são disposições permanentes, infundidas por Deus, que fazem o homem dócil, para seguir os impulsos do Espírito Santo.
- Quais são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
07. A Comunhão dos santos
Comunhão quer dizer "comum união" , e Comunhão dos Santos quer dizer união comum com Jesus Cristo de todos os santos do céu, das almas do purgatório e dos fiéis que ainda peregrinam na terra.
É a união de todos os santos entre si. Os do céu intercedem pelos demais; os da terra honram aos do céu e encomendam a sua intercessão, também oram e oferecem sufrágios pelos defuntos do purgatório, e estes também intercedem a nosso favor.
- O que é a comunhão dos santos?
A comunhão dos santos é a união comum que há entre Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, e seus membros, e destes entre si.
- Quem são os membros da Igreja?
Os membros da Igreja são
os santos do céu, as almas do purgatório e os fiéis da
terra.
Os que não estão em graça de Deus participam da Comunhão
dos santos somente enquanto podem alcançar alguns benefícios do
Senhor e principalmente a graça da conversão.
O Papa Paulo IV dirigindo-se aos padres conciliares do Vaticano II, declarou que Maria Santíssima é Mãe da Igreja.
A Virgem Maria é a Mãe de todos os homens e especialmente dos membros do Corpo Místico de Cristo, desde que é Mãe de Jesus pela Encarnação. O próprio Jesus o confirmou desde a Cruz antes de morrer, dando-nos a sua Mãe como nossa mãe na pessoa de São João, e o discípulo a acolheu como Mãe; nós devemos ter a mesma atitude que o Discípulo Amado. Por isso, a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é um elemento intrínseco do culto cristão. Vamos cumprindo assim a profecia da Virgem, que disse: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada" (Lc 1,48).
- Por que Maria é a Mãe da Igreja?
Maria é Mãe da Igreja porque, ao ser Mãe de Cristo, é também mãe dos fiéis e dos pastores da Igreja,que formam com Cristo um só Corpo Místico.
- Por que chamamos Maria de Mediadora e Cooperadora da Redenção?
Chamamos Maria de Mediadora e Cooperadora da Redenção porque, com sua caridade maternal e sua colaboração no Sacrifício de Cristo, participou em nossa reconciliação, que aplica aos irmãos de seu Filho ainda peregrinos com sua constante e amorosa intercessão.
- Que culto a Igreja tributa à Santíssima Virgem?
A Igreja tributa à Virgem um culto singular que começou cedo na Igreja e que durará para sempre, segundo as palavras proféticas de Maria: "Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada". Esse amor que os fiéis tributam a Maria como Mãe, procurando amá-la como a o Senhor Jesus a ama, é o que conhecemos como Piedade Filial.
09. O perdão dos pecados
Já no Antigo Testamento Deus convidou aos homens à conversão dos pecados e lhes ofereceu a misericórdia.
No Evangelho nos é repetido este chamado à conversão e à penitência com mais força, Jesus Cristo é o que se ofereceu em sacrifício por nossos pecados; não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo (1Jo 2,2). Jesus Cristo deu aos Apóstolos e a seus sucessores o poder de perdoar os pecados pelo Batismo e a Confissão.
- Existe o perdão pelos pecados?
Sim, existe o perdão dos pecados porque Jesus Cristo deu aos Apóstolos o poder de perdoá-los para reconciliar ao homem com Deus e com os irmãos.
- Quais foram as palavras do Senhor ao conceder aos Apóstolos a potestade de perdoar os pecados?
As palavras de Cristo ao conceder aos Apóstolos a potestade de perdoar os pecados foram: "Recebam o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; mas a quem não perdoardes não serão perdoados"
- Como os Apóstolos cumpriram o encargo de perdoar os pecados?
Os Apóstolos cumpriram o encargo de perdoar os pecados dando o sacramento do Batismo ao não cristãos e o sacramento da Penitência aos fiéis que pecam depois do Batismo.
10. A Ressurreição da Carne
Como consequência do pecado original, nossa vida na terra termina com a morte. Adão pecou e entrou o pecado no mundo, e através do pecado a morte.
Mas nem tudo termina com a morte. A alma, que é imortal, se separa do corpo, mas continua vivendo e recebe de Deus o prêmio ou o castigo merecido por suas obras realizadas durante sua vida terrena. No fim do mundo ressuscitarão nossos próprios corpos e eles se unirão à nossa alma. Então nosso Senhor Jesus Cristo virá com glória e majestade a julgar a todos os homens, unidas já as almas a seus próprios corpos, para nunca mais morrer.
- O que é a morte?
A morte é a separação da alma e do corpo.
- O que quer dizer ressurreição da carne?
Ressurreição da carne quer dizer que, como Cristo ressuscitou, assim também nós ressuscitaremos no fim do mundo, voltando a unir nossas almas com nossos corpos, para nunca mais morrer.
- Para quê ressuscitará nosso corpo?
Nosso corpo ressuscitará para ser julgado juntamente com nossa alma e receber o prêmio ou castigo eterno segundo tenham sido as obras que fez o homem com seu corpo e sua alma enquanto viveu na nesta terra.
11. A vida Eterna
Na hora da morte, os que estão totalmente limpos de pecado vão ao céu para sempre. Os que morrem em graça de Deus, mas com alguma mancha de pecado ou dívida pelos pecados perdoados, antes vão ao Purgatório para purificar-se totalmente.
Os que morrem em pecado mortal, e portanto separados de Deus, vão ao Inferno, onde serão castigados eternamente por ter rejeitado a Deus.
- O que é o juízo particular?
O juízo particular é o que Deus faz ao homem, imediatamente depois de sua morte, para dar-lhe prêmio ou castigo segundo suas obras.
- Em que consiste o Céu?
O céu consiste e ver, amar e possuir definitivamente a Deus, gozando de seu infinito bem e, com Ele, de todos os demais bens sem mistura de mal algum.
- Quem vai para o céu?
Vai ao céu os que morrem em graça de Deus.
- A que a Igreja chama Purgatório?
A Igreja chama Purgatório à purificação dos que morrem em graça de Deus, sem ter satisfeito por seus pecados; com um castigo diferente ao dos condenados, se prepara para entrar no céu.
- Como podemos ajudar às almas do purgatório?
Podemos ajudar às almas do purgatório com orações, boas obras, indulgências, e especialmente com a Santa Missa.
- O que é o Inferno?
O Inferno é a privação definitiva de Deus e a condenação pelo fogo eterno com o sofrimento de todo mal sem mistura de bem algum, porque não há amor, mas solidão eterna.
- Quem vai ao inferno?
Vão ao inferno os que morrem em pecado mortal, porque rejeitaram a graça de Deus.
- O que é o juízo universal?
O juízo universal é o juízo público que Jesus Cristo fará de todos os homens no fim do mundo.
A Segunda Parte: A celebração do mistério Cristão.
(De 01 a 08).
01. Os Sete Sacramentos da Igreja
Jesus Cristo, em seu amor infinito aos homens, instituiu os sete sacramentos, por meio dos quais chegam até nós os bens da redenção.
Os Sacramentos são eficazes em si mesmos, porque neles Cristo atua diretamente. Enquanto sinais externos tem uma finalidade pedagógica: alimenta, fortalecem e expressam na fé.
Quanto melhor é a disposição da pessoa que recebe os sacramentos, mais abundantes são os frutos da graça.
- O que são os sacramentos?
São sinais eficazes da graça, instituídos por Jesus Cristo e confiados à Igreja, pelos quais não é dispensada a vida divina.
- Quantos e quais são os sacramentos?
Os sacramentos são sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos enfermos, Ordem sacerdotal, e Matrimônio.
- O que é o caráter sacramental?
O caráter sacramental é um selo espiritual que configura com Cristo todo aquele que o recebe. Por isso, trata-se de m selo indelével, quer dizer, permanente e, portanto, o cristão o recebe apenas uma vez na vida.
- Quais são os sacramentos que imprimem caráter?
São: Batismo, Confirmação e ordem Sacerdotal.
02. O Batismo
Nossos pais nos deram a vida natural do corpo, mas Deus nos dá a alma e nos destina, além disso, a uma vida sobrenatural; nascemos privados dela pelo pecado original, herdado de Adão.
O batismo apaga o pecado original, nos dá a fé e a vida divina, e nos torna filhos de Deus. A Santíssima Trindade toma posse da alma e começa a nos santificar.
Segundo o plano de amor do Senhor, o batismo é necessário para a salvação.
- O que é o batismo?
É o sacramento pelo qual nascemos para a vida e nos tornamos filhos de Deus.
- Por que o batismo é o primeiro dos sacramentos?
É o primeiro dos sacramentos porque é a porta que dá acesso aos demais sacramentos, e sem ele não se pode receber nenhum outro.
- Que efeitos produz o batismo?
Os efeitos que o batismo produz são: perdoa o pecado original, e qualquer outro pecado, com as penas devidas por eles. Nos dá as três divinas pessoas junto com a graça santificante. Infunde a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo. Imprime na alma o caráter sacramental que nos faz cristãos para sempre e somos incorporados à Igreja.
- O Batismo é necessário para a salvação?
Segundo o plano do Senhor o batismo é necessário para a salvação, assim como a própria Igreja, à qual o batismo introduz.
- Quem pode batizar?
Ordinariamente podem batizar o bispo, o sacerdote e o Diácono, mas em caso de necessidade qualquer pessoa que tenha intenção de fazer o que a Igreja faz.
- Como se batiza?
O batizado se realiza derramando água sobre a cabeça e dizendo: "Eu te Batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".
- O que é o Catecumenato?
É a preparação que devem receber aqueles que serão batizados tendo alcançado o uso da razão.
03. A Confirmação (Crisma)
O sacramento da Confirmação aperfeiçoa a graça batismal, e nos dá a fortaleza de Deus para sermos firmes na fé e no amor a Deus e ao próximo.
Dá-nos também audácia para cumprir o direito e o dever, que temos pelo batismo, de ser apóstolos de Jesus, para difundir a fé e o Evangelho, pessoalmente ou associados, mediante a palavra e o bom exemplo.
- O que é a confirmação?
É o sacramento que aperfeiçoa a graça batismal fortalecendo-nos na fé e tornando-nos soldados e apóstolos de Cristo.
- Quando confirmação deve ser recebida?
A confirmação deve ser recebida quando já se alcançou o uso da razão, ou antes, se há perigo de morte.
- Como a confirmação deve ser recebida?
A confirmação deve ser recebida em estado de graça e com a preparação conveniente.
- Quem pode confirmar?
Pode confirmar o bispo e em alguns casos especiais os sacerdotes delegados pelo bispo.
Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo vivo, e o deu de comer, fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.
Assim a Santa Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus. Além de ser uma obrigação grave assistir à Santa Missa aos domingos e feriados religiosos de preceito -a menos que esteja impedido por uma causa grave-, é também um ato de amor que deve brotar naturalmente de cada cristão, como resposta agradecida frente ao imenso dom que significa que Deus se faça presente na Eucaristia.
- O que é a Eucaristia?
É o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob as espécies de pão e vinho. Por meio da consagração, o sacerdote converte realmente no corpo e sangue de Cristo o pão e vinho oferecido no altar.
- O que é a Santa Missa?
É a renovação sacramental do sacrifício da cruz.
- A Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz?
Sim, a Santa Missa é o mesmo sacrifício da Cruz, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso.
- Quem pode celebrar a Santa Missa?
Somente os sacerdotes podem celebrar a Santa Missa, pois somente eles podem atuar personificando a Cristo, cabeça da Igreja.
- Quais são os fins pelos quais se oferece a Santa Missa?
Os fins pelos quais se oferece a Santa Missa são quatro: adorar a Deus, agradecer por seu benefícios, pedir-lhe dons e graças, e para a satisfação por nossos pecados.
- A Santa Comunhão
A Eucaristia é também banquete sagrado, no qual recebemos a Jesus Cristo como alimento de nossas almas.
A Comunhão é receber a Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia; de maneira que, ao comungar, entra em nós mesmos Jesus Cristo vivo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem,com seu corpo, sangue, alma e divindade.
A Eucaristia é a fonte e cume da vida a Igreja, e também de nossa vida em Deus. A Igreja manda comunga pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça; recomenda vivamente a comunhão frequente e, se possível, sempre que se assista a Santa Missa, para que a participação do sacrifício de Jesus seja completa.
É muito importante receber a Primeira Comunhão quando se chega ao uso da razão, com a devida preparação.
- O que é a Santa Comunhão?
A Sagrada Comunhão é receber Jesus Cristo presente na Eucaristia.
- De que modo Jesus Cristo está presente na Eucaristia?
Jesus Cristo está na Eucaristia verdadeira, real e substancialmente presente, inteiro, vivo e glorioso, com seu corpo, sangue, alma e divindade, em cada uma das espécies e em qualquer parte delas.
- A Hóstia consagrada é uma "coisa"?
Não, a Hóstia consagrada não é uma "coisa", embora o pareça; é uma Pessoa Divina, é Jesus vivo e verdadeiro.
- Quem pode comungar?
Pode comungar quem estiver em estado de graça, guardar o jejum eucarístico, e com respeito, sabendo quem vai receber, comungar conforme o costume.
- Em que consiste o jejum eucarístico?
Consiste em abster-se de tomar qualquer alimento ou bebida, pelo menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus assistentes podem comungar mesmo que tenham tomado algo na hora imediatamente anterior.
- Quando se recebe a primeira comunhão?
A primeira comunhão pode ser recebida quando se começa a ter uso da razão, o que se supõe a partir dos sete anos; tendo recebido previamente a preparação oportuna e o sacramento da penitência.
- Que pecado comete quem comunga em pecado mortal?
Quem comunga em pecado mortal comete um grave pecado chamado sacrilégio.
- O que deve fazer quem deseja comungar e encontra-se em pecado mortal?
Quem deseja comungar e encontra-se em pecado mortal não pode receber a Comunhão sem recorrer antes ao sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.
- O que é a Visita ao Santíssimo Sacramento?
Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. “A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, 1418).
- Contemplar o mistério
Não abandones a visita ao Santíssimo. - Depois da oração vocal que tenhas por costume, conta a Jesus, realmente presente no Sacrário, as preocupações do dia. - E terás luzes e ânimo para a tua vida de cristão.
05. A Reconciliação
Os cristãos estamos chamados à santidade:e para isso devemos viver me graça de Deus; mas podemos perder a graça batismal pelo pecado mortal, que mata a vida sobrenatural da alma e rompe a amizade e a comunhão com Deus. O pecado, como explica o Papa João Paulo II, é um ato suicida, porque antes de tudo, o homem fere-se a si mesmo, destruindo toda boa obra.
O Senhor Jesus instituiu o sacramento da penitência, que também se chama muito adequadamente "Sacramento da Reconciliação" ou Confissão, para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo e abrir-nos assim a porta à reconciliação com Deus.
Jesus Cristo, por ser Deus, tem poder para perdoar os pecados, e deu este poder aos Apóstolos e seus sucessores no sacerdócio, que atuam "na pessoa de Cristo"; ou seja, que, de fato, é o mesmo Jesus Cristo quem perdoa pelo mistério do sacerdote.
- O que é o sacramento da reconciliação?
É o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.
- O que é necessário para fazer uma boa confissão?
Para fazer uma boa confissão é necessário:
1º Exame de consciência.
2º Dor pelos pecados.
3º Propósito de emenda.
4º Dizer os pecados ao confessor.
5º Cumprir a penitência.
- O que é o exame de consciência?
É lembrar os pecados cometidos desde a última confissão bem feita.
- O que é a dor pelos pecados?
É um sentimento ou pena de ter ofendido a Deus.
- O que é propósito de emenda?
O propósito de emenda é uma firme resolução de não voltar a pecar e de evitar tudo o que possa ser ocasião de cometer pecados.
- Que pecados devemos confessar?
Devemos confessar todos os pecados mortais não confessados anteriormente, com seu número e circunstâncias. Convém dizer também os pecados veniais.
- Que pecado comete aquele que cala por vergonha a confissão de algum pecado mortal?
Aquele que cala por vergonha a confissão de algum pecado mortal comete um grave pecado chamado sacrilégio, e os outros pecados confessados não são perdoados.
- O que acontece se na confissão esquecer de algum pecado mortal?
Se for esquecida a confissão de algum pecado mortal, a confissão vale, mas o pecado esquecido deve ser manifestado na próxima confissão.
- O que é cumprir a penitência?
Cumprir a penitência é rezar as orações e fazer as boas obras que manda o confessor.
- O que é o segredo de confissão?
O segredo de confissão é o silêncio absoluto que o sacerdote está obrigado a guardar sobre os pecados escutados na confissão.
06. A Ordem Sacerdotal
Em virtude do Batismo e da Confirmação, todos os fiéis participam do sacerdócio de Jesus Cristo. Mas os que recebem o sacramento da Ordem tem, além disso, o sacerdócio ministerial ou hierárquico, que se diferencia do sacerdócio comum dos fiéis "essencialmente e não apenas em grau" (Lumen Gentium, 10).
Este sacramento da Ordem consagra o que recebe, configurando-o de modo particular com Jesus Cristo e capacitando-o para atuar na mesma pessoa de Cristo para o bem de todo o povo de Deus.
- O que é a Ordem sacerdotal?
É o sacramento que alguns fiéis são constituídos ministros sagrados, sendo cooperadores do Bispo com quem formam um presbitério.
- Por que este sacramento se chama Ordem?
Porque compreende vários graus subordinados entre si.
- Quais são as funções principais dos sacerdotes?
As funções principais dos sacerdotes são: Celebrar o Santo Sacrifício da Missa, perdoar os pecados na Confissão, administrar os demais sacramentos, pregar a Palavra de Deus e dirigir os fiéis nas coisas que se referem a Deus.
- Os sacerdotes são necessários?
Os sacerdotes são necessários e insubstituíveis, pois sem eles não existiria a Igreja tal como fundada por Jesus Cristo. Por isso todos nos cristãos, devemos colaborar no fomento e formação das vocações sacerdotais e religiosas.
07. O Matrimônio
O Matrimônio foi instituído por Deus quando criou o homem e a mulher. Para os cristãos, Jesus Cristo o elevou à dignidade de sacramento; um sacramento que dá aos esposos uma graça especial para serem fiéis um ao outro e santificar-se na vida matrimonial e familiar, já que o matrimônio cristão é uma autêntica vocação sobrenatural.
O matrimônio religioso é estabelecido com o consentimento livre de cada um dos dois contraentes manifestado ao representante da igreja.
O Matrimônio por sua natureza está ordenado à geração e à educação dos filhos, ao amor e ajuda entre os esposos e a sua santificação pessoal.
- O que é o Matrimônio?
O Matrimônio é o sacramento que santifica a união indissolúvel entre um homem e uma mulher cristão, e concede-lhe a graça para cumprir fielmente seus deveres de esposos de pais.
- Quais são as propriedades essenciais do Matrimônio?
As propriedades essenciais do Matrimônio são: unidade, indissolubilidade e abertura à fecundidade.
- Que pecado comete o cristão que, vivendo seu consorte, une-se a outra pessoa?
Comete o grave pecado de adultério.
- Cometem pecado os conviventes e os unidos apenas no matrimônio civil?
Os conviventes e os unidos apenas no matrimônio civil encontram-se em permanente estado de pecado e não podem receber os sacramentos.
- Qual é a idade mínima para se casar?
Na maioria das nações, a idade mínima para se casar é de 18 anos. Em qualquer caso, requer-se uma permissão da autoridade eclesiástica para fazê-lo antes da idade mínima estabelecida.
- Como o sacramento do matrimônio deve ser recebido ?
O sacramento do matrimônio deve ser recebido em estado de graça e com a devida preparação; por isso recomenda-se que os contraentes se confessem antes.
08. A Unção dos Enfermos
O Sacramento da Unção dos Enfermos confere ao cristão uma graça especial para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença grave ou velhice. É conhecido também como o "sagra viático", porque é o recurso, o "alívio" que leva o cristão para poder suportar com fortaleza e em estado de graça um momento de trânsito, especialmente o trânsito à Casa do Pai através da morte.
O essencial do sacramento consiste em ungir a frente e as mãos do enfermo acompanhada de uma oração litúrgica realizada pelo sacerdote ou o bispo, únicos ministros que podem administrar este sacramento.
A Unção dos enfermos antes era conhecida como "Extrema Unção", pois só era administrada "in articulo mortis" (a ponto de morrer). Atualmente o sacramento pode ser administrado mais de uma vez, sempre que for em caso de doença grave.
- O que é a Unção dos Enfermos?
É o sacramento que a Igreja dá ao cristão em estado de enfermidade grave ou velhice para atrair a saúde da alma, espírito e corpo.
Quantas vezes um cristão pode receber o sacramento?
Quantas forem necessárias, sempre que estiver em estado grave. Pode recebê-lo inclusive quando o estado grave se produz com recaída de um estado anterior pelo qual havia recebido o sacramento.
- Que efeitos tem a Unção dos enfermos?
A unção une o enfermo à Paixão de Cristo para seu bem e o de toda a Igreja; obtém consolo, paz e ânimo; obtém o perdão dos pecados (se o enfermo não pôde obtê-lo pelo sacramento da reconciliação), restabelece a saúde corporal (se convém à saúde espiritual) e prepara para a passagem para a vida eterna.
Terceira parte: A vida Cristã.
( De 01 a 11).
01. As Bem-aventurançasAs Bem-aventuranças ou beatitudes, expressam como deve ser a vida do cristão, onde está sua verdadeira realização e como conseguirá obter não somente a felicidade, mas a vida eterna. Não em vão as bem-aventuranças foram chamadas "O compêndio do Plano de Deus para o Homem".
- Bem-aventurados os pobres de espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
- Bem os mansos porque herdarão a terra.
- Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
- Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
saciados.
- Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
- Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
- Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos
de Deus.
- Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da Justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
- Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo,
disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos porque será
grande a vossa recompensa nos céus. (Mt 5,3-12)
02. A Dignidade da Pessoa
A dignidade do homem nasce do fato de ter sido criado por Deus a sua imagem e semelhança, ter sido reconciliado por Cristo e estar chamado à Bem-aventurança do Céu.
É tanta a dignidade do homem, que o Concilio Vaticano II afirma que o homem é a "única criatura na terra que Deus amou por si mesma" (Gaudium et Spes 24,3).
O homem, ajudado pela graça e usando bem a sua liberdade, pode identificar sua vontade com a vontade de deus, pois "O que Deus quer é sempre o ótimo" (Santo Tomas Moro a sua filha Margarida).
- De onde nasce a dignidade do homem?
A dignidade do homem nasce de ser criado por Deus a sua imagem e semelhança, de ter sido reconciliado por Cristo e de estar chamado, mediante a graça, a alcançara sua plenitude na bem-aventurança do céu.
- Como pode o homem chegar à felicidade do céu?
Mediante o exercício de sua liberdade, praticando o bem, cumprindo em sua vida o amoroso plano que Deus tem para ele.
- O que é a liberdade?
A liberdade é a capacidade que o homem tem de executar por si mesmo ações deliberadas. A liberdade é no homem sinal eminente da imagem divina.
- Quando a liberdade humana alcança seu grau máximo?
A liberdade humana alcança seu grau máximo quando o homem descobre o plano de amor que Deus tem para ele e o vive plenamente em sua atuação diária.
- A dignidade da pessoa humana - por ter sido criado à imagem de Deus, o ser humano tem dignidade de PESSOA. O homem é a única criatura da terra à qual Deus amou por si mesma. Só ele está chamado a participar, pelo conhecimento e pelo amor, na vida de Deus. Para este fim foi criado e esta é a razão fundamental de sua dignidade;
- O homem é um ser inteligente - Os animais não pensam, mas o homem pode pensar e expressar seu pensamento com palavras. Sabe calcular, contar, medir, fabricar motores, descobrir a eletricidade... Enfim, distingue-se dos demais seres por sua razão ou inteligência, que é um reflexo da inteligência de Deus. Os animais louvam a Deus sem o saber; o homem o faz sabendo;
- O homem é um ser livre - Os animais se governam por instintos e não podem agir de outra maneira; as plantas regem-se por leis às quais obedecem cegamente. O homem pode escolher, pode fazer uma coisa ou outra, pode fazer o bem e o mal, pode cumprir ou não as leis que o Senhor lhe deu. Deus lhe concedeu a faculdade de escolher livremente. Deus quis o homem livre;
- O homem é rei e senhor do universo - Deus entregou o mundo ao homem para que o submetesse e transformasse (Gn 1,26-38). O homem pode domesticar os animais selvagens, desviar os rios, fazer saltar as pedras, cortar as árvores etc. Deus o quis assim. Sendo Deus o Dono e Senhor de tudo, porque tudo criou e tudo lhe pertence, colocou tudo nas mãos do homem, para que este seja o senhor e domine a terra. Nisto também se parece o homem com Deus, que lhes fez participar do dom de poder dominar sobre os animais, as plantas... Enfim, todo o universo;
- O homem é imagem de Deus, sobretudo, pela graça - Entre todos os benefícios que Deus deu ao homem, o que se assemelha mais a Deus é a graça santificante, que se recebe no momento do batismo. A graça nos faz participantes da natureza divina, elevando-nos à dignidade de filhos de Deus.
Deus criou o mundo ordenado e tudo aquilo que Ele criou é muito bom (Gn
1,31). Logo, naturalmente, o homem não poderia se perder nem pecar.
Sendo assim, por que existe o sofrimento? Por que existe o mal? Por que
existe a morte e as guerras? A resposta para estes questionamentos é uma
só: o pecado, que tem sua raiz na culpa original.
Após terminar a obra da criação, Deus submeteu a natureza ao homem (Gn
1,26-30), contudo, proibiu-o de comer da árvore do conhecimento do bem e
do mal (Gn 2,17). Esta proibição simbolicamente significa o limite
intransponível que o homem deve livremente se recolher como criatura e
respeitar com confiança em Deus que sabe o que é bom para nós. O homem
depende do Criador, está submetido às leis da Criação e também às normas
morais que regem o uso da liberdade. Ao ser tentado pelo diabo, o homem
deixa morrer em seu coração a confiança em seu Criador, abusando da sua
liberdade através da desobediência, que constitui o primeiro pecado do
homem. A partir daí, todo pecado passa a ser uma desobediência a Deus,
bem como uma falta de confiança em sua bondade.
Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. Todavia,
ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males existentes na
natureza - que aparecem como ligados às limitações próprias das
criaturas, sobretudo à questão do mal moral.
O pecado está presente na história do Homem: seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes.
A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério que Deus
ilumina pelo Seu Filho, Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o
mal. A fé nos dá a certeza de que Deus não permitiria o mal se o
próprio mal não tivesse o bem, por caminhos que só conheceremos
plenamente na vida eterna.
Para tentarmos compreender o que é pecado, é preciso antes de tudo
reconhecer a ligação profunda do homem com Deus, pois fora desta relação
o mal do pecado não é desmascarado na sua verdadeira identidade de
recusa e de oposição face a Deus, embora continue a pesar sobre a vida
do homem e sobre a história.
03. Moralidade dos atos humanos
A liberdade faz do homem um sujeito moral. Quando atua de maneira deliberada, o homem é responsável pelos seu atos. Os atos humanos, ou seja, os atos livremente realizados após um juízo de consciência, são moralmente bons ou maus.
A bondade ou maldade dos atos humanos depende de: 1º o objeto escolhido, 2º a intenção ou fim que se busca e 3º as circunstâncias da ação.
A pessoa humana se ordena à bem-aventurança por meio de seus atos deliberados; as paixões ou sentimentos que experimenta podem dispor ou contribuir a isso, mas em si mesmas as paixões não são nem boas nem más; só recebem qualificativo moral na medida em que depende da razão e da vontade.
O que são os atos humanos?
Os atos humanos são os atos livres do homem.
Como se qualificam moralmente os atos livres do homem?
Os atos livres do homem podem ser atos moralmente bons ou maus, mas nunca indiferentes.
De que depende a bondade ou maldade de um ato humano?
A bondade ou maldade de um ato humano depende do objeto eleito, da intenção ou fim que se busca e das circunstâncias da ação.
O que requer para que um ato seja moralmente bom?
Para que um ato seja moralmente bom requer-se por sua vez que seja bom no objeto, no fim e nas circunstâncias.
Um fim bom justificaria o uso de alguns meios maus?
Nunca, um fim bom jamais justificaria o uso de meios maus, porque o ato seria sempre mau; por conseguinte, não está permitido fazer um mal para obter um bem.
Somente a inteligência e a vontade intervêm nos atos humanos deliberados?
Não, as paixões também intervêm, que são os impulsos da sensibilidade, e segundo dependam ou não da razão e da vontade, há nas paixões bem ou mau moral.
04. A Consciência moral
Cada homem leva em seu coração uma lei. Por isto, com sua inteligência e vontade pode distinguir o bem e o mal, o justo e o injusto, o permitido e o proibido.
Para ajudar a esta luz interior
da consciência, que às vezes é escurecida pelo pecado e
as paixões, Deus deu os Dez Mandamentos, que servem para todos e para
sempre, e são norma de felicidade e do bom andamento de cada pessoa e
da sociedade.
É necessário formar a consciência moral para que seja boa
e segura.
- O que é a consciência moral?
A consciência moral é um juízo da razão pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um ato concreto.
- Como o homem sabe se um ato concreto é bom ou mau?
O homem sabe que um ato concreto é bom ou mau mediante sua consciência moral.
- A consciência pode equivocar-se?
Sim, a consciência pode equivocar-se se não está bem formada, porque frente a um ato concreto poderia fazer um juízo errôneo contra a razão e a lei divina.
- Como se forma a consciência?
A consciência é formada com o conhecimento da lei de Deus tal como a ensina o Magistério da Igreja, com a prática das virtudes, a oração, a petição de conselho especialmente no direcionamento espiritual e na recepção frequente do sacramento da Penitência.
5. As Virtudes
No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem.
As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos.
As teologais são três: fé, esperança e caridade.
As morais, que chamam-se também virtudes humanas ou cardeais, são quatro: prudência, justiça, fortaleza e temperança.
Conta também o cristão com os dons do Espírito Santo, que facilitam o exercício mais perfeito das virtudes.
Com relação à virtude teologal da caridade, ou seja, do amor, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro; por isto, tanto mais poderemos amar ao próximo quanto mais amemos a Deus; e, por sua vez, tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amemos ao próximo.
- O que é a virtude?
A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.
- Quantas classes de virtudes existem?
Existem duas classes de virtudes: as virtudes teologais e as virtudes humanas ou morais.
- Quantas são as virtudes teologais?
As virtudes teologais são três: a fé, a esperança e a caridade;
- O que é a fé?
A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus, em tudo o que Ele nos revelou e que a Santa Igreja nos ensina como objeto de fé.
- O que é a esperança?
A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos e esperamos de Deus, com uma firme confiança, a vida eterna e as graças para merecê-la, porque Deus nos prometeu.
- O que é a caridade?
A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor a Deus, com o amor filial e fraterno que Cristo nos mandou.
- Por que devemos amar a Deus sobre todas as coisas?
Devemos amar a Deus sobre todas as coisas porque somente Deus é infinitamente amável e porque nos criou para o Céu.
- Por que devemos amar ao próximo?
Devemos amar ao próximo porque todos os homens somo irmãos, filhos do mesmo Pai celestial, redimidos com o Sangue de Jesus Cristo e destinados ao Céu.
- O que são as virtudes humanas?
As virtudes humanas, chamadas também de virtudes morais, são disposições estáveis do entendimento e da vontade que regulam nossas ações, ordenam nossas paixões e guiam nossa conduta segundo a razão e a fé.
- Quantas são as virtudes humanas?
As virtudes humanas ou morais são muitas, mas podem ser agrupadas em torno a quatro principais, chamadas virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança.
- O que é a prudência?
A prudência é a virtude que dispõe da razão prática para discernir, em toda circunstância, nosso verdadeiro bem e escolher os meios justos para realizá-lo.
- O que é a justiça?
A justiça é a virtude que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.
- O que é a fortaleza?
A fortaleza é a virtude que assegura a firmeza e a constância na prática do bem, até mesmo nas dificuldades.
- O que é a temperança?
A temperança é virtude que modera a atração para os prazeres sensíveis e procura a moderação no uso dos bens criados.
6. O Pecado
- O pecado é uma ofensa a Deus?
É grande a variedade de pecados que são cometidos por egoísmo e por falta de visão sobrenatural.
Mas Deus misericordioso quer perdoar os pecados: "Acaso tenho eu prazer na morte do ímpio? - diz o Senhor Deus - Porventura não alcançará ele a vida se converter de seus maus caminhos?" (Ez 18,23).
O Evangelho nos repete este chamado à conversão, e Jesus durante sua vida perdoou muitas vezes aos pecadores e, além disso, deu seu poder divino aos Apóstolos e a seus sucessores para perdoar os pecados.
- O que é o pecado?
- O que é um pecado mortal?
- Que consequências tem o pecado mortal?
- O que devemos fazer se tivemos a desgraça de cometer um pecado mortal?
- Que consequências tem a reiteração de pecados?
O homem é um ser social por natureza. A pessoa humana necessita da vida social, porque ninguém é auto-suficiente. Por isso, temos a tendência natural que nos impulsiona a nos associar, com o fim de alcançar objetivos que excedem as capacidades individuais. A família e a cidade são sociedades que diretamente correspondem à natureza do homem, e outras ações com fins econômicos, culturais, esportivos, etc.; expressam também a necessidade do homem de viver em sociedade.
Toda sociedade deve ter sua autoridade, para que tenha unidade e para assegurar, na medida do possível, o bem comum da própria sociedade; bem que também está relacionado com o de outras sociedades e com o bem comum de toda a sociedade humana.
O fim último da sociedade é a pessoa humana, e por isto a justiça social só pode ser conseguida se tem o devido respeito à dignidade transcendente do homem, criado por Deus a sua imagem e semelhança, com uma alma racional e com um fim supremo, que é a glória do Céu.
A igualdade na dignidade e as diferenças entre os homens reclamam a fraternidade, o serviço, a solidariedade humana e a claridade sobrenatural, como expressões concretas da reconciliação trazida pelo Senhor Jesus.
- O homem é sociável por natureza?
Sim, o homem é social por natureza, e não auto-suficiente.
- Qual é o princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais?
O princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais é e deve ser a pessoa humana.
- Deve haver uma autoridade na comunidade humana?
Toda a comunidade humana necessita de uma autoridade para manter-se e desenvolver-se. A comunidade política e a autoridade pública se fundam na natureza humana e por isso pertence à ordem querida por Deus.
- Quando a autoridade é exercida de maneira legítima?
A autoridade é exercida de maneira legítima se busca o bem comum da sociedade. Para alcançá-lo deve-se empregar meios moralmente legítimos.
- O que é o bem comum?
O bem comum é o conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros conseguir mais plena e facilmente sua perfeição.
- Quais são os elementos essenciais que comporta o bem comum?
O bem comum comporta três elementos essenciais: o respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa, a prosperidade ou o desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade, a paz e a segurança do grupo e de seus membros.
- De que maneira a sociedade assegura a justiça social?
A sociedade assegura a justiça social procurando as condições que permitam às associações e aos indivíduos obter o que lhes é devido.
- Todos os homens têm a mesma dignidade?
Sim, todos os homens têm a mesma dignidade, porque todos foram criados por Deus a sua imagem e semelhança; todos têm uma alma racional e imortal, foram reconciliados por Cristo e estão chamados à bem-aventurança eterna do céu.
- O que é a solidariedade?
A solidariedade é uma virtude eminentemente cristã que leva aos homens a comunicarem os bens espirituais e materiais para ajudar-se entre eles.
08.A Lei Moral
O Plano de Deus mostra ao homem o caminho que deve seguir para praticar o bem e alcançar seu fim último: a plena reconciliação e a salvação.
O Antigo Testamento de Deus dá a seu Povo, por meio de Moisés, os Dez Mandamentos, que são o resumo da Lei moral.
No Novo Testamento Jesus Cristo nos dá a Lei evangélica, que é a perfeição da Lei divina natural e revelada.
- Como a lei moral pode ser classificada?
A lei moral pode ser classificada em lei natural, lei moral antiga ou lei de Moisés, e lei moral nova ou lei evangélica.
- Que passos seguiu a lei moral?
A lei moral seguiu três passos: 1o foi escrita a lei natural no coração dos homens; 2o foi revelada por Deus nos Dez Mandamentos; e 3o Jesus Cristo confirmou e aperfeiçoou a lei divina e revelada por meio dos ensinamentos do Evangelho e a virtude do Espírito Santo.
09.Graça e Justificação
O homem, movido pela graça de Deus, que recebe o Batismo, obtém a justificação, e lhe são infundidas na alma a fé a esperança e a caridade.
A justificação é a obra mais excelente do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo e concedido pelo Espírito Santo.
A graça é uma participação da vida de Deus e nos introduz na vida trinitária. Ao nos tornarmos "filhos adotivos" podemos chamar a Deus verdadeiramente de "Pai" e estamos chamados a ser perfeitos com o é o Pai Celestial, ou seja, estamos chamados à santidade pessoal, seja qual for o estado ou regime de vida.
- O que é a graça?
A graça é participação na vida de Deus; nos introduz na intimidade da vida trinitária.
- Como se relacionam a graça de Deus e a liberdade humana?
A iniciativa divina na obra da graça previne, prepara e suscita a resposta livre do homem.
- O que é a graça santificante?
A graça santificante é o Dom gratuito de Deus nos faz de sua vida, infundida pelo Espírito Santo em nossa alma para curá-la do pecado e santificá-la, tornando-nos filhos de Deus.
- O que é a graça atual?
A graça atual é um Dom transitório que Deus nos dá para nossa conversão ou para nossa santificação.
- O que são os carismas?
Os carismas são graças especiais do Espírito Santo, que estão ordenados à graça santificante e têm por finalidade o bem comum da Igreja.
- Estão todos os homens chamados à santidade?
Sim, todos os homens estão chamados à santidade, seja qual for o seu estado e regime de vida, porque todos estão chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.
10.A Igreja Mãe e Mestra
Afirma São Cipriano: "Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como mãe" (De cathol. Ecc. Unitate, 6).
Os cristãos recebemos da Igreja a Palavra de Deus escrita e os ensinamentos de Cristo por meio dos Apóstolos; recebemos os sacramentos que dão vida; os exemplos de santidade, e o Magistério seguro e infalível nas verdades de fé moral.
A Igreja, além de ensinar com autoridade, pode também impor preceitos a seus membros para ajudá-los a melhor atuar e a santificar-se; estes preceitos são obrigatórios.
- O Magistério da Igreja tem competência em matéria moral?
Sim, o Magistério da Igreja tem competência em matéria moral.
- O Papa e os Bispos têm este Magistério?
Sim, o Papa e os Bispos têm este Magistério em matéria moral porque, como mestres autênticos, devem pregar ao Povo de Deus a fé que deve ser crida e aplicada nos costumes e às questões morais.
- A infalibilidade do Magistério da Igreja se estende também à moral?
Sim, a infalibilidade do Magistério da Igreja também se estende à moral.
- Pode a Igreja impor preceitos aos católicos?
Sim, a Igreja pode impor preceitos aos católicos, para ajudá-los a cumprir certos deveres e a santificar-se.
- Quais são os principais preceitos da Igreja?
São cinco:
1o Participar da Missa
inteira todos os domingos e feriados religiosos de preceito.
2o Confessar os pecados mortais, pelo menos uma vez ao ano, quando for comungar
e em perigo de morte.
3o comungar uma vez ao ano, preferencialmente no tempo pascal.
4o Jejuar e abster-se de comer carne quando pede a Igreja.
5o contribuir com o sustento da Igreja, na medida das possibilidades de cada
um.
11. Os Dez Mandamentos
No Antigo Testamento, Deus entregou os Dez Mandamentos a Moisés no Sinai para ajudar a seu povo eleito a cumprir a lei divina.
Jesus Cristo, na lei evangélica, confirmou os Dez Mandamentos e os aperfeiçoou com sua palavra e com seu exemplo. Nosso amor a Deus se manifesta no cumprimento dos Dez Mandamentos e dos preceitos da Igreja.
Definitivamente, todos os Mandamentos se resumem em dois: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo, e ainda mais, como Cristo nos amou.
- Basta crer para salvar-se?
Não basta crer para se salvar, pois diz Jesus Cristo: se quereis a salvação, cumpre os dez mandamentos.
- Quem deu os Dez Mandamentos?
Deus mesmo deu os Dez Mandamentos a Moisés, e Jesus Cristo os confirmou e aperfeiçoou com sua palavra e com seu exemplo.
- Quais são os Dez Mandamentos da Lei de Deus?
- Os Dez Mandamentos da Lei de Deus são:
- O Decálogo nas Escrituras

Nas Sagradas Escrituras, encontramos o Decálogo, os Dez Mandamentos, revelando-se como um caminho de vida. No livro de Deuteronômio, é proclamado: “Se amares o teu Deus, andares nos seus caminhos e guardares os seus mandamentos, leis e costumes, viverás e multiplicar-te-ás.”Essas palavras destacam que os Dez Mandamentos estabelecem as condições para uma vida livre da escravidão do pecado, sobretudo no contexto do êxodo, o evento libertador de Deus na Antiga Aliança.
Os 10 mandamentos, também conhecidos como “Decálogo”, que significa “dez palavras”, foram revelados diretamente por Deus. O Senhor entregou essas “dez palavras” a Moisés no monte Sinai, escrevendo-as com o Seu próprio dedo. As principais referências ao Decálogo estão no Êxodo (capítulo 20) e no Deuteronômio (capítulo 5). No entanto, seu significado pleno só foi revelado na Nova Aliança através de Jesus Cristo.
O Decálogo resume e proclama a Lei de Deus, além de ser também conhecido como “o testemunho”, representando a aliança entre Deus e Seu povo. Ademais, faz parte da revelação que Deus fez de Si mesmo, bem como da Sua glória e da Sua vontade.
Os mandamentos são, portanto, transmitidos no contexto da aliança do Senhor com Seu povo, como afirmado em Deuteronômio: “O Senhor nosso Deus firmou conosco uma Aliança no Horeb”. Assim, os Mandamentos ganham significado completo na Aliança, expressando a resposta moral do homem à iniciativa amorosa do Senhor.
O decálogo na Tradição da Igreja
O Decálogo detém um papel central na Tradição da Igreja, harmonizando-se com a Sagrada Escritura e o exemplo de Jesus. Desde Santo Agostinho, os “Dez Mandamentos” têm destaque na catequese dos batizados e fiéis, e essa ênfase levou à criação de fórmulas rimadas para facilitar a memorização — uma prática que teve início no século XV e é empregada até os dias de hoje.
Apesar das variações históricas na divisão dos mandamentos, o catecismo atual segue a abordagem de Santo Agostinho, que é adotada tanto pela Igreja Católica quanto pelas confissões luteranas; as Igrejas ortodoxas e as comunidades reformadas possuem divisões diferenciadas. No entanto, todos os Dez Mandamentos convergem para a exigência do amor a Deus e ao próximo.
Além disso, a importância dos Dez Mandamentos é reforçada pelo Concílio de Trento, que enfatiza sua obrigação contínua para os cristãos, e pelo Concílio Vaticano II, que destaca a missão dos bispos de pregar o Evangelho por toda parte, a fim de que homens possam ser salvos através da fé, do Batismo e do cumprimento desses mandamentos.
Ademais, Santo Tomás de Aquino, em sua catequese sobre os mandamentos, argumenta que três coisas são necessárias para a salvação do homem: a ciência do que deve crer, a ciência do que deve desejar e a ciência do que deve fazer. Esta última, sendo a ciência do agir, é transmitida pela Lei. Ainda que a lei da natureza tenha sido infundida por Deus no coração do homem — mostrando o que ele deve fazer e o que deve evitar —, a concupiscência o leva a contradizê-la, sendo assim a lei da Escritura (os mandamentos) torna-se necessária, a fim de instruir o homem nas virtudes e dissuadi-lo dos vícios.
Os decálogo e a lei natural

Desde a criação, Deus instruiu a humanidade com os preceitos da lei natural, gravados em seus corações, ou seja, a lei foi inscrita no interior do homem. Essa lei da natureza, como Santo Tomás de Aquino observou, é “[…] uma luz intelectual infundida em nós por Deus, por meio da qual conhecemos o que fazer e o que evitar.”
No entanto, surge a indagação: se os seres humanos já possuíam esses preceitos em seu coração, por que os mandamentos precisaram ser revelados e escritos em tábuas? Embora os mandamentos do Decálogo possam ser compreendidos pela razão, a influência do pecado obscureceu a capacidade do homem de compreender plenamente a lei da razão, bem como desviou a sua vontade.
Santo Tomás explica que, após o diabo, por sugestão, ter desviado o homem dos preceitos divinos, a carne, que anteriormente obedecia à razão, passou a resistir à razão — e não mais obedecer-lhe. Assim, mesmo quando o homem deseja o bem segundo a razão, ele é inclinado ao contrário devido à concupiscência.
Portanto, a revelação e a explicação dos mandamentos foram necessárias — apesar da presença da lei natural no coração humano —, porque o pecado obscureceu a razão do homem e desviou a sua vontade do bem.
Todo pecado é uma transgressão a algum dos 10 mandamentos?
“Todo aquele que peca transgride a Lei, porque o pecado é transgressão da Lei.” A relação entre cada pecado e os Dez Mandamentos é profundamente enraizada na própria essência desses preceitos divinos, como explicitado nas Escrituras. Os mandamentos, revelados por Deus, indicam claramente o que é moralmente correto e, assim, fornecem um padrão pelo qual podemos medir as nossas ações.
Além disso, os exames de consciência — práticas essenciais na tradição cristã — partem dos Dez Mandamentos como um guia confiável para a autorreflexão. É muito valioso que o sacramento da penitência seja precedido por um bom exame de consciência, pois por meio deles medimos nossas ações em relação aos Mandamentos de Deus. O Decálogo nos ajuda a reconhecer os nossos pecados e nos direciona ao arrependimento e à reconciliação com Deus.
Os mandamentos são a âncora da moral cristã, o alicerce dos exames de consciência, a fim de nos conduzir ao caminho da graça e da santidade. Contudo, vale lembrar que o amor de Deus Pai é o fundamento deste dever. Assim, os mandamentos são um reflexo do amor de Deus que primeiro dá, depois manda. Esta ordem é crucial, pois os mandamentos não são impostos antes do estabelecimento de uma relação com Deus: primeiro Deus salvou Seu povo no Mar Vermelho e só depois lhes revelou os mandamentos no Monte Sinai.
Os mandamentos libertam-te do teu egoísmo, e libertam-te porque há o amor de Deus que te faz ir em frente. […]” A gratidão e a obediência surgem, portanto, como expressões de um coração que reconhece os benefícios de Deus e deposita sua confiança Nele.
Fonte:https://bibliotecacatolica.com.br/blog/formacao/10-mandamentos/?srsltid=AfmBOoozXXVaByFS2c7tSofmSEcC5qQC6yMEXIgtMyuE9b6xepimLwLE
QUARTA PARTE: O Cristão e a Oração.
(De 01 a 03).
01. A Oração na Vida Cristã
A oração é falar com Deus; conversar com nosso Pai do Céu, com Jesus, com o Espírito Santo; conversar com nossa Mãe Virgem Maria, com o anjo da guarda, com os santos.
Neste diálogo o mais natural é que digamos louvores, demos graças, peçamos perdão ou imploremos pelo que necessitamos.
Para um cristão orar é um dever. Se considerarmos bem: tamanha a nossa sorte, poder falar com Deus ou coma Virgem, com simplicidade e confiança de um filho com seu pai, com sua mãe! Porque eles são isto para nós; e sabemos que nos amam e que podem tudo.
Deus escuta sempre nossas orações; diz a Bíblia: "Me invocarão, e eu lhes escutarei" (Jr 29,12); "Pedi e recebereis" (Jo 16,24).
- O que é orar (rezar)?
Orar é dialogar com Deus, nosso Pai celestial, para escutá-lo, louvá-lo, dar-lhe graças e pedir-lhe aquilo que nos convém.
- Temos obrigação de orar a Deus?
Sim, temos obrigação de orar a Deus; mas não somente obrigação, mas necessidade, porque Deus é nosso Senhor e nosso Pai, porque Jesus Cristo nos manda e porque a oração é o meio simples de alcançar a graça e os demais benefícios de Deus. São Afonso Maria de Ligório ensinava claramente: "aquele que não reza, não se salva".
- Deus escuta sempre nossas orações?
Sim, Deus escuta sempre nossas orações e nos concede o que é mais conveniente para nossa salvação.
- De quantas maneiras pode ser a oração?
A oração pode ser mental e vocal; ou seja, feita somente com a mente ou feita com palavras ditas com atenção.
- Devemos orar à Santíssima Virgem Maria?
Sim, devemos orar à Santíssima Virgem Maria porque é a Mãe de Deus e é nossa Mãe que intercede por nós e a qual Jesus nada negará quando fale de nós. A história da Igreja está marcada pela experiência de que Maria Santíssima nossa Mãe escuta sempre a seus filhos. Como bem diz uma antiga oração cristã: "jamais ouviu-se dizer que algum dos que acudiram a tua proteção, implorando teu auxílio, tenha sido abandonado por ti".
- Devemos orar também ao anjo da guarda e aos santos?
Sim, devemos orar ao anjo da guarda porque está a nosso lado sempre para ajudar-nos, e aos santos porque intercedem por nós perante Deus.
02. Como Devemos Orar
Dissemos que orar é falar, conversar com Deus, com Jesus, com a Virgem; portanto pensemos antes de tudo quem são eles e quem sou eu; em seguida vemos que a oração deve ser humilde e atenta, cheira de confiança e perseverante; uma e outra vez, sem nos cansar; porque Eles nos amam e podem tudo, e nós necessitamos muito.
Jesus nos diz: "Peçam
e vos será dado; buscai e achareis, batei vos será aberto"(Mt
7, 7-9).
Isto quer dizer que o fruto da oração é seguro, porque
tem a promessa do Senhor e nunca é inútil, se pedimos como devemos
pedir.
- Como devemos orar?
Devemos orar com humildade, atenção, confiança e perseverança.
- Como Jesus ensinou a seus discípulos a orar?
Jesus ensinou a seus discípulos a orar com fé viva e coração puro, com humildade e constância, pedindo em seu nome.
- O que devemos pedir na oração?
Na oração devemos pedir principalmente a glória de Deus e seu Reinado, o perdão de nossos pecados, a salvação eterna e por qualquer outra necessidade.
- Tem especial eficácia perante Deus a oração litúrgica?
Sim, a oração litúrgica tem especial eficácia perante Deus, porque é a oração pública e oficial da Igreja.
03. O Pai Nosso
A oração mais excelente é o Pai nosso; porque nos foi ensinado pelo próprio Jesus Cristo. No Pai Nosso há sete petições e é a oração cristã fundamental e mais perfeita.
Quando for rezar o Pai Nosso, esteja atento ao que diz e ao que pede, para que sua oração seja mais autêntica.
- Qual é a oração mais excelente?
A oração mais excelente é o Pai Nosso, que nos foi ensinado pelo próprio Jesus Cristo, porque nela pedimos tudo o que podemos desejar.
- Por que chamamos a Deus de Pai?
Chamamos Deus de Pai porque, pelo Batismo, somos verdadeiros filhos de Deus.
- Que objeto tem as três primeiras petições do Pai Nosso?
As três primeiras petições do Pai Nosso têm por objeto a Glória do Pai: a santificação de seu Nome, a vinda de seu Reino e o cumprimento de sua vontade.
- Que objeto tem as outras quatro petições?
As outras quatro petições têm por objeto nossa vida: para alimentá-la e para curá-la do pecado; e pedimos também ajuda em nosso combate pela vitória do Bem sobre o Mal.
- Por que ao final dizemos "Amém"?
Ao final dizemos "Amém", expressando nosso desejo de que se cumpra o que pedimos nas sete petições. Assim seja.




























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