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Mostrando postagens de março, 2014

Os crimes contra A IGREJA CATÓLICA

        Dentre os primeiros santos canonizados pelo Papa Francisco no dia 12 de maio de 2013, estavam 800 italianos, assassinados por ódio à fé no dia 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, por otomanos turcos, que invadiram a região e os obrigaram a escolher entre morrer ou abraçar a religião muçulmana. “Matar em nome de D"us” é o absurdo a que podem chegar as religiões. Alicerçadas na “certeza” de possuírem a verdade, julgam-se no direito e no dever de eliminar a quem ousa divergir. Antigamente, talvez fosse possível que o fizessem de reta intenção, se o próprio Jesus chegou a dizer: «Chegará o dia em que, quem vos matar, julgará estar prestando culto a Deus. Mas, quem assim age, o faz porque não conhece o Pai nem a mim» (Jo 16,2-3). “Antigamente”, porque continuar a fazê-lo hoje é um atestado de ignorância que se dá à humanidade. Infelizmente, é o que acontece em vários países, dominados por religiões arcaicas ou por ideologias radicais. Durante

A GUERRA DOS CRISTEROS, A HISTÓRIA QUE QUEREM OCULTAR

  O filme mexicano Cristiada ( For Greater Glory, 2012 ), dirigido por Dean Wright, com a presença de Andy Garcia e Peter O´Toole no elenco, comoveu o mundo católico. A perseguição à Igreja e a entrega da própria vida como prova de amor a Cristo apareceram como eventos próximos, não exclusivos aos primeiros anos dourados do cristianismo. A narração destes atos heroicos na tela do cinema, como é natural, exigem recortar ou adaptar uma história muito mais rica, que talvez ficará apenas entre as almas fiéis e Deus, que aceitaram o holocausto supremo do martírio. No entanto, o filme procura ser fiel à verdade dos acontecimentos, baseado no clássico livro do historiador francês Jean Meyer, e traçou muito bem as características, os personagens e eventos principais da Guerra dos Cristeros. Entre os personagens que aparecem no filme, destacam-se, entre outros, o beato José Sánchez del Río, martirizado com 14 anos e beatificado por Bento XVI, junto com Anacleto González Flores

Um Ano de Papa Francisco.

        O Papa não é um ‘super-homem’ O papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal italiano “Corrierre della Sera”, tratando de assuntos relevantes do seu primeiro ano de pontificado. Desde a apresentação no balcão da Basílica de São Pedro, na noite de 13 de março de 2013, o Bispo de Roma lidou com diversos assuntos, tais como a Nova Evangelização, a reforma da Cúria Romana, a família, os escândalos de pedofilia e a pobreza na Igreja. Com perspicácia e bom humor, o Santo Padre falou desses temas, comentando ainda sobre certa “mitologia” criada em torno de sua imagem, e sobre suas relações com Bento XVI. A seguir trechos da entrevista... Balanço do pontificado “[“Balanços”] Eu os faço apenas a cada 15 dias, com o meu confessor.”             Relações com Bento XVI “O papa Emérito não é uma estátua em um museu. É uma instituição. Não estávamos acostumados. Sessenta ou setenta anos, o bispo emérito não existia. Veio depois do Co

A Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2014.

"Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza" (2 Cor 8,9). Fez-se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). Queridos irmãos e irmãs! Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico? A graça de Cristo Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo d