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Mostrando postagens de março, 2026

Papa Leão XIV: na Igreja há e deve haver lugar para todos

                O Papa continuou a reflexão sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, refletindo sobre o tema da Igreja, povo de Deus. "Mesmo aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de algum modo, orientados para o Povo de Deus, e a Igreja, cooperando na missão de Cristo, é chamada a difundir o Evangelho por toda a parte e a todos, para que todos possam entrar em contato com Cristo", disse o Pontífice.  Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11/03), o Papa Leão XIV continuou a reflexão sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, focando no segundo capítulo, dedicado ao Povo de Deus.   Um povo composto por pessoas de todas as nações Leão XIV disse que Deus "realiza a sua obra de salvação na história escolhendo um povo específico e habitando entre ele". "Com os filhos de Abraão, depois de os libertar da escravidão, Deus faz uma aliança, acompanha-os...

Entre José e seus irmãos: Cardeal Zen considera “justificadas” consagrações da FSSPX

    Ao entrar na controvérsia atual, o Cardeal Zen não adota simplesmente a postura de um mediador diplomático; assume, antes, o papel de intérprete de consciências em conflito.   A intervenção do Cardeal Emérito de Hong Kong, Joseph Zen, no debate sobre as consagrações episcopais anunciadas pela Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), é um dos acontecimentos eclesiais mais significativos das últimas semanas. A notícia publicada pelo The Catholic Herald revela não apenas uma tomada de posição, mas também uma tentativa de interpretar espiritualmente um conflito que há décadas atravessa a vida da Igreja após o Concílio Vaticano II. Para quem acompanha a história da crise pós-conciliar, a manifestação do Cardeal Zen tem um peso simbólico particular. Trata-se de um cardeal conhecido por sua franqueza e coragem moral, especialmente na defesa da liberdade religiosa em Hong Kong, diante das pressões do regime chinês. Ao entrar na controvérsia atual, ele não...

Como um penitente deve aproximar-se de Deus?

   Quereis saber como um penitente deve se aproximar de Deus? Lede a parábola do filho pródigo. Ele também desperdiçou sua herança, assim como Esaú. Ele também procurou a bênção, assim como Esaú. Sim, mas vede como ele agiu de maneira diferente!  Esaú foi profano ao vender o seu direito de primogenitura e presunçoso ao reivindicar a bênção. Mais tarde, ele realmente se arrependeu, mas já era tarde demais. E temo que, assim como Esaú agiu assim nos tempos antigos, muitos cristãos agem da mesma forma atualmente. Desprezam as bênçãos de Deus quando são jovens, fortes e saudáveis; depois , quando envelhecem, ficam fracos ou adoecem, não pensam em arrepender-se, mas acham que podem aproveitar e desfrutar dos privilégios do Evangelho como algo natural , como se os pecados dos anos anteriores não tivessem significado nenhum. E então, talvez, a morte os surpreenda; e depois disso, quando já é tarde demais, eles se arrependem. Então, eles proferem um forte e amargo clam...

O Escapulário do Carmo: os dados históricos e a posição da Igreja

  Conta-se que, no século XIII, um dos primeiros líderes da ordem carmelita foi agraciado com uma visão da Virgem Maria. São Simão Stock  teria recebido de Nossa Senhora do Carmo a seguinte mensagem: “Recebe meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno.” Essa promessa é conhecida como o “privilégio da boa morte” , o que significa ter uma morte em estado de graça, sem pecados mortais – condição que livra a alma do Inferno. O escapulário em questão referindo era o avental que os monges de algumas ordens usavam (como os da foto abaixo), cobrindo o peito e as costas. Seu uso era muito comum na Idade Média. Não somente os religiosos, mas também os leigos – que não podiam usar o hábito religioso – desejavam se beneficiar com a promessa de Nossa Senhora do Carmo. Então, os membros das Confrarias (grupos de leigos as...

Relativistas!

  São João Paulo II e Bento XVI denunciaram os erros da ditadura do relativismo. O papa polonês nos legou a Encíclica Veritatis Splendor (VS), e o papa alemão falou contra o relativismo já na sua primeira homilia como pontífice, em 2005. Mas o que é esse tal relativismo? Basicamente, a VS esclarece que é: negar a existência de um conteúdo moral específico e determinado, universalmente válido e permanente; a ideia de que a consciência de cada um não é uma fonte autônoma e exclusiva para decidir o que é bom e o que é mau, o que é verdade ou falsidade; afirmar que o que é bom ou mau pode variar conforme a cultura, e isso vale para toda e qualquer questão moral; dizer que nenhuma doutrina moral é definitiva, e que toda lei moral da Igreja pode mudar conforme o tempo e os costumes. Graças a esse esclarecimento, vemos muitos católicos empenhados em não deixar a verdade católica ser deturpada pelos erros da ditadura do relativismo. Porém, muitos desses bons católicos nem sempre ...