Padre Roberto Landell de Moura foi um visionário que com fé e conhecimento deu grande colaboração para a sociedade. Um homem solitário no alto de uma colina, em uma São Paulo que despertava para a modernidade. O ano é 1899. A data: 16 de julho. Uma multidão observa, entre o ceticismo e o pavor. O padre do Colégio Santana, na zona norte, empunha um estranho aparato tecnológico. Do outro lado, na Ponte das Bandeiras, a quatro quilômetros de distância, testemunhas aguardam. O homem de batina respira fundo e pronuncia as palavras que deveriam ter mudado os rumos da ciência mundial: “Toquem o Hino Nacional!”. O som viaja pelo ar, sem fios. O impossível se materializa. Pela primeira vez na história, a voz humana é transmitida por ondas de rádio. Mas, em vez de glória, o pioneiro colhe o espanto. Para muitos, aquilo não era ciência. Era bruxaria. Esta é a saga de Padre Roberto Landell de Moura, um brasileiro obstinado cujo brilhantismo foi sufocado pelo obscurantismo. ...
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